Na próxima quinta-feira (16/06), será realizada a posse do Conselho Municipal de Cultura. A cerimônia ocorrerá a partir das 19h, no saguão da Prefeitura, Av. José Loureiro da Silva, 1350. O evento é aberto ao público.
Veja o depoimento sobre a III Conferência Municipal de Cultura - http://www.youtube.com/watch?v=tDnozAt-qyA
terça-feira, 14 de junho de 2011
A vida começa após a Conferência de Cultura
Músicos negociando com os carnavalescos, atores pedindo apoio às artes visuais. Enfim, a negociação para a formação do Conselho agitou os bastidores do encontro. O ponto sublime foi na escolha do método votação. A plenária, perfeitamente conduzida pelo artista plástico e diretor do Conselho Consultivo da Fundarc - Waldemar Max, teve seu ápice quando que, por duas propostas, sugeriam a votação por consenso ou por voto secreto em cédula.
Essas duas proposições geraram um clima de tensão. Uma costura bem feita pelo ator Paulo Adriane, sugeria basicamente um conselho que contemplaria todos segmento entre titulares e suplentes. Quando Max propõe que os favoráveis à votação em cédula, apenas o proponente levanta seu crachá, um suspiro coletivo é dado no salão de eventos do CTG Aldeia dos Anjos. O consenso venceu por ampla maioria.
Paulo Adriane prontamente chamou os representantes conforme a lista de comum acordo entre todos. O clima tomava conta de otimismo e de esperança. Apresentado os conselheiros da sociedade, o presidente da Fundarc, Amon Costa, apresentou os representantes da Prefeitura e exclamando firmemente anunciou – “Está eleito o primeiro Conselho Municipal de Cultura”. Abraços e aplausos rechearam o salão. Sob o hino rio-grandense foi consolidada a III Conferência Municipal de Cultura.
Veja a nominata que será empossada dia 16 de junho de 2011, com mandato de dois anos.
Conselheiros eleitos
Titulares:
Teatro – Rodrigo Monteiro
Dança/Agente Cultural – João Menini
Carnaval – Mauricio Gamarra
Literário – Cirio Melo
Artes Visuais – Sandra Simões
Tradicionalismo – Maria Bernadete Camargo
Música e Hip Hop - Shimeni Costa Padilha
Cultura Afro-brasileira – Maria de Fátima Rodrigues
Suplentes:
Teatro - Mariele Moraes
Dança/Agente Cultural - Alexandre Fraga
Patrimônio Histórico - Maria Inês Guilloux
Artes Visuais - Faustino Alves Filho
Artesanato/Economia Solidária - Candida Ribeiro
Tradicionalismo - Eloin Pereira
Música - Fernanda Estevão
Diversidade Sexual - Paula Martins
Segmento Governo:
Amon Costa
Lisandro Paim
Daniel Assunção
Vera Quintana
Leandro Consoni
Viviane Hunter
Rosemari Kroeff
Titulares:
Teatro – Rodrigo Monteiro
Dança/Agente Cultural – João Menini
Carnaval – Mauricio Gamarra
Literário – Cirio Melo
Artes Visuais – Sandra Simões
Tradicionalismo – Maria Bernadete Camargo
Música e Hip Hop - Shimeni Costa Padilha
Cultura Afro-brasileira – Maria de Fátima Rodrigues
Suplentes:
Teatro - Mariele Moraes
Dança/Agente Cultural - Alexandre Fraga
Patrimônio Histórico - Maria Inês Guilloux
Artes Visuais - Faustino Alves Filho
Artesanato/Economia Solidária - Candida Ribeiro
Tradicionalismo - Eloin Pereira
Música - Fernanda Estevão
Diversidade Sexual - Paula Martins
Segmento Governo:
Amon Costa
Lisandro Paim
Daniel Assunção
Vera Quintana
Leandro Consoni
Viviane Hunter
Rosemari Kroeff
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Debate intenso na pré-conferência de Teatro
Prós e contras
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Pré-conferência afro-brasileira / Religião, geração de renda e aplicação da Lei 10639/03 pautaram o encontro
Fiquei feliz em conhecer a sede do clube Seis de Maio, no bairro Oriçó. O clube fundado em 1956 tem o caráter de difundir, socializar e propagar a cultura afro-brasileira em Gravataí. O local não poderia ser melhor para ser realizada a pré-conferência do tema, na noite de terça-feira (31/05). Participantes das diversas frentes culturais contribuíram no evento. Representantes da capoeira, escolas de samba, religião de origem afro, artistas cênicos e outros, avaliaram a situação buscando soluções que transcendam a realidade atual.
Acredito que a maior dívida que o Brasil possui é para com a sua população negra. Foram 400 anos de escravidão os quais enriquecerem os milhares de senhores da “boa linhagem”. A dívida é muito mais que material, é moral. O sofrimento que essas pessoas tiveram é incalculável. A abolição da escravatura só trocou o sofrimento dessa população. A dor do chicote foi substituída pela da sobrevivência, na qual não tinham nenhuma regra em benefício. Alguém sabe me dizer qual propriedade tinha os libertos? Para onde eles foram morar e trabalhar. A origem da maior idade surgiu justamente porque nos anos pós abolição milhares de crianças negras eram presas por estar roubando frutas ou alimentos para comer. Faltou prisão.
Enfim, não vou mais entrar no mérito pois a injustiça me revolta, e agora o foco é a pré-conferência afro-brasileira. Uma das reivindicações apontada foi a aplicação da Lei Federal 10639/03 – que estabelece a inclusão no currículo da rede de ensino a temática "História e Cultura Afro-Brasileira”. A Assessoria de Políticas Públicas para o Negro, da Prefeitura, esteve presente e garantiu que a rede municipal será atendida em breve com o novo conteúdo. Segundo o grupo, a revelação dos fatos históricos do negros representa uma forma de maior esclarecimento à toda população, a redução e até o fim da descriminalização e a consolidação de uma história brasileira mais verossímil. Neste sentido, foi proposto a elaboração de um livro que registre a história dos negros de Gravataí.
Clique no link e veja a Lei na íntegra - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.639.htm
Os relatos apontaram que eventos e atividades promovidos por entidades de representatividade negra recebem poucos auxílio do setor privado, e que na maioria das vezes, dão prejuízo em razão de ter só com o apoio da classe, que possui pouca renda para os gastos sociais. O mesmo acontece com as entidades, que possuem pouca estrutura devido contar apenas com as doações de seus participantes.
Houve propostas de realização de diversas qualificações, desde a elaboração de projetos para captação de recursos e convênios, oficinas de capacitação de mão-de-obra como a confecção de artesanatos afro-brasileiros, como forma de geração de trabalho e renda. Essa concepção foi referendada quando um participante disse “o sistema vai beneficiar os que tiverem melhor organizados”.
Assim, o movimento percebeu que os sub-grupos culturais como capoeira e religião afro, que envolvem música, dança e história, devem estar unidos e se integrarem em um grande grupo. Neste caso, o próprio carnaval é uma instância dessa representatividade. E para consolidar essa interação com a sociedade, foi sugerido a criação de uma rede produtiva da cultura, na qual todos os setores se relacionem o fomentem as potencialidades locais. Os religiosos reclamaram da má conservação e utilização dos santuários da cidade.
Pré-conferência da música e hip hop - Não está fácil, mas nem difícil
Foram poucos participantes que afirmaram viver exclusivamente da música. A grande maioria relatou ter outra fonte de renda, pois só com a música não é viável sobreviver. Além disso, houve um festival de lamentações. Muitos criticaram a divulgação da Fundarc nos eventos, pois não teria resultados com o público. Outros reclamaram as casas noturnas da cidade que não abrem espaço para os músicos locais.
Propostas sugeridas
Foi citado que a estrutura do Quiosque, no Centro da cidade, seja um espaço democrático para os segmentos culturais, o qual deverá ser um ponto de integração e articulação dos músicos, além da criação de centros de referência cultural direcionados aos bairros. A qualificação na elaboração de projetos foi apontada como necessária.
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Por muitos anos fui um músico nesta cidade. Essa é a setorial que eu mais me identifico e posso argumentar sobre o tema com mais tranquilidade. Apesar de não viver mais os espaços musicais de Gravataí, muitos dilemas continuam os mesmos. O produtor e músico Neno Bass foi muito feliz com a citação de falta profissionalismo nas apresentações musicais. Concordo que tem gente que toca desafinado, faz apresentações desastrosas e sem uma postura de palco que realmente demonstre uma concepção de espetáculo.
Neste ponto, questionei o grupo querendo saber onde está o público. Afinal, se um evento que a Fundarc promove dá pouca plateia, será culpa da divulgação? Se uma banda participa de um evento público e não consegue mobilizar um número simples de pessoas, vamos sugerir o número de 100, ao meu ver alguma coisa está errada. Ou a relação da banda com seu público é falha, ou pior, não tem público. Sendo assim, como esse músico quer cobrar que casas noturnas o deixe tocar no estabelecimento?
Neste sentido, vejo como prioritário a banda ter uma visão de relação com seu público. Em termos comerciais a plateia é o cliente e a música e o show são os produtos oferecidos. Escrevo aqui o que disse na pré-conferência – uma banda que tem grande público desperta o interesse da casa noturna, do produtor, da rádio e de apoiadores. A tarefa não é fácil, mas juntem as bandas, misturem os públicos. Como disse o poeta – o artista vai onde o povo está!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Pré-conferência Carnaval – Os desafios com a lei
Quando me convidaram para a pré-conferência do Carnaval que foi realizada na manhã do sábado (28/05), achei que não ia dar certo, pelo dia e horário. Eis que fui surpreendido. Meu “pré conceito” foi desarmado por uma informação triste que tomei conhecimento no encontro. Uma série de normas estabelecidas pelo Ministério Público estaria restringindo os ensaios das três escolas de samba da cidade: Acadêmicos de Gravataí, Unidos do Vale e Cativos.
Segundo uma representante de uma escola, existiria em uma das clausulas que determinadas manifestações das escolas seriam passíveis de multas. O fato é, as coisas não vão bem para as escolas gravataienses. Sob este cenário, o grupo fez propostas como a construção de um barracão coletivo para as escolas de samba, a inclusão de apresentações artísticas em eventos que ocorrem durante o ano, a criação de lei municipal para regulamentação dos ensaios, entre outro.
Segundo a Fundarc, aproximadamente 2000 pessoas participam ativamente do carnaval, seja nas escolas e blocos. O carnaval teve a maior verba da cultura de 2011, somando R$ 300 mil, entre auxílios às escolas e na realização de muambas nos bairros. Cabe salientar que a muamba ocorrida na Morada do Vale contou mais mais de 15 mil pessoas prestigiando o evento. As outras muambas demonstraram um fato social importante ao serem prestigiadas pelas pessoas mais carentes. Sendo assim, o número de beneficiados justifica tal investimento.
Pré conferência da diversidade
Os desafios e objetivos culturais relatados na Pré-conferência da Diversidade transcendem o conceito de artista, público e objeto, na busca de uma compreensão defende os princípios antropológicos de uma nova consciência de direitos humanos como forma de reconhecer igualitariamente a quem tem uma opção sexual diferente da consciência tradicional heterossexual.
A Fundação Municipal de Arte e Cultura – Fundarc – teve esta brilhante visão de que a evolução e conscientização dos direitos à diversidade sexual são, também, ações de cultura. Diferente de uma poesia, de uma dança, musica ou qualquer outro elemento percebido como um material cultural, o respeito aos direitos para aqueles que têm uma tendência de felicidade que vai contra o que é pregado, também é uma forma cultural a qual a sociedade se apresenta com seu comportamento.
Os participantes da Conferência, realizada na noite de sexta-feira (27/05), na sede da União de Apoio e Prevenção da Aids (UAPA), enfatizaram fatos de agressão e descriminalização principalmente aos travestis e transexuais da cidade. Houve críticas a própria polícia que, em muitas vezes, faz pouco caso desta violência. A dificuldade de mobilização dos ativistas foi um ponto interessante.
Pela própria repressão cultural é difícil a participação das pessoas neste movimento em função de se assumirem. Porém, o grupo sugeriu a criação de uma entidade que dialogue com os diversos setores da sociedade. Esse grupo deverá promover eventos e discussões de conscientização como nas polícias, entidades tradicionais, escolas e outros. Buscando esclarecer e interagir de forma organizada com a cidade.
Pela própria repressão cultural é difícil a participação das pessoas neste movimento em função de se assumirem. Porém, o grupo sugeriu a criação de uma entidade que dialogue com os diversos setores da sociedade. Esse grupo deverá promover eventos e discussões de conscientização como nas polícias, entidades tradicionais, escolas e outros. Buscando esclarecer e interagir de forma organizada com a cidade.
Pontos positivos
O esclarecimento das leis e direitos à diversidade foi relatado como prioritário para o bem-estar de todos. Cada participante reconheceu que cada homossexual é um exemplo de pessoa vitoriosa. A sociedade precisa reconhecer que o gay ou a lésbica, antes de sua opção sexual é uma professora, um advogado, um comerciante ou uma bancária. São pessoas que contribuem para o bem comum. Por isso, aqueles que defendem os direitos dessa classe lutando contra uma sociedade excludente e preconceituosa, é exemplo sim de pessoa com dignidade.
O desafio de planejar a cultura em Gravataí
Dos 32 anos que vivo em Gravataí, creio nunca ter presenciado um momento tão especial para cultura local. A Fundação Municipal de Arte e Cultura (Fundarc) irá promover a III Conferência Municipal de Cultura, nos dias 3 e 4 de junho no CTG Aldeia dos Anjos. Entre os objetivos deste acontecimento estão a escolha do novo Conselho Consultivo do órgão, a instalação do Fundo Municipal de Cultura, e o que eu destaco como mais importante – a construção do Plano Municipal de Cultura - que terá vigência de dez anos.
* Clique no link para ver o regulamento da III Conferência http://www.gravatai.rs.gov.br/site/noticias.php?id=146142
Para a consolidação das propostas na Conferência, a Fundarc já está realizando 11 pré-conferências, as quais estão divididas em temáticas de atuação cultural. Obviamente teatro, música e literatura aparecem na pauta. Destaco a inclusão de temas como diversidade e livre orientação sexual como pauta cultural.
As pré-conferências estão auxiliando as temáticas culturais a diagnosticarem problemas e visualizar soluções para o setor, além de integrar artistas e sociedade civil no debate e no fomento de ações. Neste caso, cada setorial está avaliando sua realidade, traçando objetivos e buscando meios para as realizações.
Desta forma, cada setorial está organizando e focando sua intervenção na Conferência. Este processo também potencializa a articulação política entre os participantes. A Fundarc dá grande exemplo de democracia ao entregar ao participantes da Conferência o método de escolha de delegados e de consolidação das propostas ao Plano Municipal de Cultura.
Mas afinal, que cultura queremos?
Os que me conhecem sabem que fui músico profissional por alguns anos. Hoje, sou jornalista, gosto de fotografar e desenvolver atividades que tenham a ver com a cultura. Participei de algumas discussões na Fundarc, no tempo da Rozinha. E digo, não era fácil. Era cada um puxava a brasa para o seu lado. O que não tem nada de errado e anormal. Porém lembro que alguns destacavam realizações que envolvessem o maior número possível de artistas e consequentemente de interação de público.
O nível de debates propostos pela Fundarc exaltam uma evolução no processo de pensar a cultura, demonstrando que as variadas atividades culturais estão interligadas. Quando se fala em teatro, não se vê apenas a encenação como característica cultural. A peça de teatro tem roteiro, que pode ter uma origem de uma literatura, o cenário pode ser feito por um artista plástico ou coreógrafo, a trilha sonora é música. Logo se percebe que as artes estão interligadas. O mesmo serve para o carnaval e para o tradicionalismo, por exemplo.
Discutir a questão da opção sexual é propor uma visão de cultura, nos moldes que eu percebo a função social que o jornalismo deve ter. Vou explicar... O jornalismo é capaz de trazer um conhecimento ao seu público que não é acadêmico e nem empírico. Este jornalismo pode expor informações e conhecimento de fatos, lugares e pessoas que contribuem para o crescimento intelectual e de reflexão.
Neste caso, a Fundarc compreende que a livre orientação sexual é direito e opção exclusiva do indivíduo, e que este ser humano é digno dos mesmos direitos de qualquer cidadão. Sendo assim, o preconceito e a discrinalização é um fator de “falta de cultura” de determinados segmentos da sociedade. Além disso, há o universo cultural gay, com artistas, festas e eventos. A última Parada Livre da cidade contou com a presença de mais de dez mil pessoas. Isto demonstra boa representatividade pública, o que poderia até eleger três vereadores, por exemplo.
Neste caso, a Fundarc compreende que a livre orientação sexual é direito e opção exclusiva do indivíduo, e que este ser humano é digno dos mesmos direitos de qualquer cidadão. Sendo assim, o preconceito e a discrinalização é um fator de “falta de cultura” de determinados segmentos da sociedade. Além disso, há o universo cultural gay, com artistas, festas e eventos. A última Parada Livre da cidade contou com a presença de mais de dez mil pessoas. Isto demonstra boa representatividade pública, o que poderia até eleger três vereadores, por exemplo.
Se pararmos para enumerar as ligações culturais que envolvem a sociedade, teremos grande surpresa de saber da magnitude deste segmento, como receita e números. Se considerarmos que filme é cultura, podemos afirmar que cada locadora é um ponto de cultura. Há diversas casas noturnas na cidade que apresentam diversos artistas nos mais variados estilos musicais, lojas de artigos, livrarias, entre outros.
Vejo também como desafio do Plano Municipal de Cultura a relação da história de Gravataí e as novas ferramentas tecnológicas de propagação cultural. Como preservar e divulgar a história local e também levar a cultura às casas das pessoas via internet? Do facebook, My space a documento seculares e as tafonas de farinha de mandioca, como a população terá acesso à nossa cultura?
A medida que se percebe o enraizamento de fatos e atores culturais, mais se compreende a necessidade de manutenção e investimentos neste setor. Vejo que é necessário que os artistas locais compreendam que não há orçamento suficiente do poder público para se concretizar tudo que for almejado. A capacitação de produtores culturais é fundamental para captação recursos junto a organizações. Assim, o artista consiga se profissionalizar, havendo mais condições de viver de sua arte, afinal maioria dos artistas de Gravataí tem emprego em outros segmentos para complementar sua renda.
Quero concluir relembrando uma entrevista que vi com a cantora Leci Brandão, hoje deputada. Ela revelou que nos meados dos anos 80, artistas, produtores e veículos de comunicação do estado da Bahia se organizaram e se comprometeram em só promover a cultura regional, com a visão de que em um determinado período esta arte transcenderia as fronteiras baianas. Não deu outra. Logo em seguida, a lambada tomou conta do país, depois veio o axé e assim por diante. Isto é um exemplo claro da organização e planejamento cultural. Alguém questiona que a Bahia não seja um dos maiores polos culturais do Brasil?
Chegou a vez de Gravataí
Boa Conferência a todos!
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