terça-feira, 31 de maio de 2011

Pré conferência da diversidade


Os desafios e objetivos culturais  relatados na Pré-conferência da Diversidade transcendem o conceito de artista,  público e objeto, na busca de uma compreensão defende os princípios antropológicos de uma nova consciência de direitos humanos como forma de reconhecer igualitariamente a quem tem uma opção sexual diferente da consciência tradicional heterossexual. 


A Fundação Municipal de Arte e Cultura – Fundarc – teve esta brilhante visão de que a evolução e conscientização dos direitos à diversidade sexual são, também, ações de cultura. Diferente de uma poesia, de uma dança, musica ou qualquer outro elemento percebido como um material cultural, o respeito aos direitos para aqueles que têm uma tendência de felicidade que vai contra o que é pregado, também é uma forma cultural a qual a sociedade se apresenta com seu comportamento.

Os participantes da Conferência, realizada na noite de sexta-feira (27/05), na sede da União de Apoio e Prevenção da Aids (UAPA),  enfatizaram fatos de agressão e descriminalização  principalmente aos travestis e transexuais da cidade. Houve críticas a própria polícia que, em muitas vezes, faz pouco caso desta violência. A dificuldade de mobilização dos ativistas foi um ponto interessante. 


Pela própria repressão cultural é difícil a participação das pessoas neste movimento em função de se assumirem. Porém, o grupo sugeriu a criação de uma entidade que dialogue com os diversos setores da sociedade. Esse grupo deverá promover eventos e discussões de conscientização como nas polícias, entidades tradicionais, escolas e outros. Buscando esclarecer e interagir de forma organizada com a cidade.

Pontos positivos
A crescente participação da comunidade nas paradas livres é um exemplo de conscientização. No evento realizado pela Fundarc em 2010, foram contabilizadas mais de dez mil pessoas. Além disso, a participação do movimento no desfile de sete de setembro, foi um marco nos paradigmas dessa data de característica militar.

O esclarecimento das leis e direitos à diversidade foi relatado como prioritário para o bem-estar de todos. Cada participante reconheceu que cada homossexual é um exemplo de pessoa vitoriosa. A sociedade precisa reconhecer que o gay ou a lésbica, antes de sua opção sexual é uma professora, um advogado, um comerciante ou uma bancária. São pessoas que contribuem para o bem comum. Por isso, aqueles que defendem os direitos dessa classe lutando contra uma sociedade excludente e preconceituosa, é exemplo sim de pessoa com dignidade.

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