Foram poucos participantes que afirmaram viver exclusivamente da música. A grande maioria relatou ter outra fonte de renda, pois só com a música não é viável sobreviver. Além disso, houve um festival de lamentações. Muitos criticaram a divulgação da Fundarc nos eventos, pois não teria resultados com o público. Outros reclamaram as casas noturnas da cidade que não abrem espaço para os músicos locais.
Propostas sugeridas
Foi citado que a estrutura do Quiosque, no Centro da cidade, seja um espaço democrático para os segmentos culturais, o qual deverá ser um ponto de integração e articulação dos músicos, além da criação de centros de referência cultural direcionados aos bairros. A qualificação na elaboração de projetos foi apontada como necessária.
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Por muitos anos fui um músico nesta cidade. Essa é a setorial que eu mais me identifico e posso argumentar sobre o tema com mais tranquilidade. Apesar de não viver mais os espaços musicais de Gravataí, muitos dilemas continuam os mesmos. O produtor e músico Neno Bass foi muito feliz com a citação de falta profissionalismo nas apresentações musicais. Concordo que tem gente que toca desafinado, faz apresentações desastrosas e sem uma postura de palco que realmente demonstre uma concepção de espetáculo.
Neste ponto, questionei o grupo querendo saber onde está o público. Afinal, se um evento que a Fundarc promove dá pouca plateia, será culpa da divulgação? Se uma banda participa de um evento público e não consegue mobilizar um número simples de pessoas, vamos sugerir o número de 100, ao meu ver alguma coisa está errada. Ou a relação da banda com seu público é falha, ou pior, não tem público. Sendo assim, como esse músico quer cobrar que casas noturnas o deixe tocar no estabelecimento?
Neste sentido, vejo como prioritário a banda ter uma visão de relação com seu público. Em termos comerciais a plateia é o cliente e a música e o show são os produtos oferecidos. Escrevo aqui o que disse na pré-conferência – uma banda que tem grande público desperta o interesse da casa noturna, do produtor, da rádio e de apoiadores. A tarefa não é fácil, mas juntem as bandas, misturem os públicos. Como disse o poeta – o artista vai onde o povo está!
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