
Foi a primeira pré-conferência que eu vi começar e já possuir uma lista de reivindicações. Os atores locais se reuniram anteriormente para organizar seus pedidos.
A lista, em sua integra, está nas fotos postadas. Foram oito pontos destacados. Mesmo o debate ocorrendo em um dos maiores teatros do Estado, o do Sesc de Gravataí, uma das reivindicações foi o Cine-teatro Municipal.
A situação das ações públicas para o teatro foi apontada pelos participantes como que de forma abandonada. Não há coordenador de artes cênicas na Fundarc há oito meses, o Cine-teatro está interditado desde o primeiro dia da atual gestão da Prefeitura e ações como o Festival de Teatro Estudantil e as Oficinas Populares não estão sendo executadas. E para finalizar a falta de divulgação dos eventos.
O presidente da Fundarc, Amon Costa, se esmerou em argumentos. Sobre o Cine-teatro relatou que o prédio não possui projeto arquitetônico e sua estrutura está em mal estado. Disse que nós próximos dias será lançado o edital para reforma do espaço, disponibilizando R$ 175 mil. A obra deve estar concluída até dezembro próximo. Sobre o coordenador de artes cênicas, esclareceu que o titular do cargo se afastou para trabalhar em novo emprego. Sobre as oficinas, pontuou que a Fundarc teve uma redução de 50% no quadro de funcionários, em função de orientações do Tribunal de Contas, e que em breve a Fundarc abrirá concurso público para 34 vagas, entre elas, para artes cênicas.
Prós e contras
A setorial do teatro mostrou organização e principalmente, paixão por sua arte. O sentimento em razão do teatro e a vontade de crescer foram eminentes. No entanto, no período que presenciei o encontro não percebi nenhuma auto-crítica geral da relação do teatro com a cidade. A mesma queixa dita pelos músicos, de dizer que não há divulgação foi feita pelos atores. Um participante disse exatamente assim “É inadmissível que um evento teatral promovido pela Prefeitura tenha 15 pessoas na plateia”.

Ora, não me critiquem, a mesma observação eu fiz no texto da música, que foi publicado antes da pré-conferência do teatro. O artista é responsável sim pela convocação de seu público. Comparando em termos comerciais, nenhuma empresa produz alguma coisa se não sabe para quem vender. Qualquer organização cultural é facilitadora do evento, mas não é responsável pelo sucesso. Talvez seja necessário pensar meios e mídias de promover o teatro como opção de cultura e lazer. Afinal, acredito que as pessoas não sentem necessidade daquilo que elas não conhecem. O desafio está posto. Aparentemente todos estão dispostos a trabalhar. Falta definir as estratégias e até, quem sabe, rever conceitos.
Caríssimo Andrei, pena que não foi colocado o material da Pré-Conferência da Literatura, ocorrida no dia 25 de maio. Assim a matéria estará completa e deixo o registro também, que apreciei muito a tua publicação.
ResponderExcluirEster